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No meu Palato

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Lapónia | Em busca do (Pai) Natal

"Às vezes, as coisas mais reais deste mundo são aquelas que não podemos ver.” Chris Van Allsburg

Lapónia e HelsínquiaO Pai Natal, também conhecido como São Nicolau ou Kris Kringle, tem uma longa história, rica em tradições e lendas. Nos dias que correm, ele é imaginado como um homem alegre, barrigudo, de barba branca e comprida, vestido de vermelho e que traz brinquedos para todas as crianças na véspera de Natal. 

Lapónia e HelsínquiaNa verdade, a história do Pai Natal, começa bem lá mais atrás, no séc. III, num sitio que provavelmente não estarão à espera, quando um monge passeava a sua boa vontade pela Terra, tornando-se o santo padroeiro das crianças. A sua história pode ser rastreada até ao ano 280, conduzindo-nos até São Nicolau, nascido em Patara, perto de Myra, na actual Turquia.

3 (24).jpgEste monge era muito querido por toda a comunidade devido à sua piedade e bondade. Essa "boa onda" fez com que São Nicolau se tornasse o epicentro de muitas lendas. Diz-se que São Nicolau doou toda a sua riqueza às crianças e viajou pelas regiões mais pobres do seu pais, ajudando todos os que necessitavam. 

Lapónia e HelsínquiaUma das histórias mais conhecidas relativas a São Nicolau é aquela que nos fala de três irmãs muito pobres que estavam prestes a ser vendidas como escravas pelo seu pai. São Nicolau pagou o dote necessário para que essas meninas se pudessem casar. 

5 (22).jpgPor causa de gestos como este, ao longo de muitos anos, a popularidade de Nicolau espalhou-se por todo o planeta, tendo até sido eleito o protector das crianças. A festa de S. Nicolau é comemorada no aniversário de sua morte, a 6 de Dezembro. Tradicionalmente, esse dia era considerado um dia de muita sorte para quem quisesse fazer grandes compras ou então para se casar. 

Lapónia e HelsínquiaPor alturas do renascimento, São Nicolau era já o santo mais popular na Europa. Mesmo depois da reforma protestante, quando a veneração dos santos caiu em desuso, São Nicolau manteve a sua fama, particularmente nos Países Baixos. 

Lapónia e HelsínquiaSão os imigrantes holandeses os responsáveis pelo transporte da lenda de São Nicolau (Sinterklaas) para a Nova Amesterdão (actual cidade de Nova York), introduzindo também o costume de dar presentes e doces às crianças no dia da sua festa: 6 de Dezembro. 

Lapónia e HelsínquiaA silhueta actual do Pai Natal é sobretudo baseada em imagens desenhadas pelo cartunista Thomas Nast para a Harper's Weekly, em 1863, que por sua vez se inspirou na descrição dada no poema “A Visit from St. Nicholas” (também conhecido como “A noite antes do Natal ”), publicado pela primeira vez em 1823.

Lapónia e HelsínquiaEssa imagem foi posteriormente popularizada pelos anúncios criados para a Coca-Cola em 1931 pelo ilustrador Haddon Sundblum (o mito de que foi a Coca-Cola que definiu os contornos actuais do Pai Natal assim como o seu traje vermelho é apenas isso, um mito, pois existem muitas imagens desse velhinho barrigudo anteriores a 1931). 

Lapónia e HelsínquiaO Pai Natal de Sundblum era um cavalheiro corpulento de barba branca, vestido com um fato vermelho com cinto preto e de pele muito branca, botas pretas e um gorro vermelho. Para aqueles que gostam de "ver para crer" em Outubro de 2017, uma equipa de arqueólogos turcos descobriu um túmulo sob a Igreja de São Nicolau, na província de Antalya, não muito longe das ruínas da antiga Myra, e que tudo indica pertencer ao próprio São Nicolau. 

Lapónia e HelsínquiaSe a Turquia reivindicar (como sugerem alguns rumores) o local do descanso eterno de São Nicolau, os amantes dessa figura paternalista terão um novo destino de peregrinação ... se a Finlândia não tiver algo a dizer sobre isso. Antes de o cristianismo ter chegado à Finlândia na Idade Média, os finlandeses celebravam o Yule, um festival pagão de meados do inverno marcado por um banquete abundante e elaborado.  

Lapónia e HelsínquiaNo dia de São Knut (a 13 de Janeiro), dia em que muitos países nórdicos marcam o fim da temporada de férias, os nuuttipukki - homens vestidos com capas de pele, máscaras de casca de bétula e chifres - iam de porta em porta exigir presentes e roubar restos de comida. Estes nuuttipukki eram espíritos malignos, se não conseguissem o que queriam, faziam barulho e assustavam as crianças.

Lapónia e HelsínquiaQuando o caridoso São Nicolau se tornou conhecido na Finlândia no séc XIX a sua imagem misturou-se com tradição pré-existente do nuuttipukki mascarado, originando o Joulupukki, o Pai Natal. Assim o Joulupukki passou a distribuir presentes em vez de os tirar. 

14 (11).jpgAo contrário do Pai Natal que desce pela chaminé, Joulupukki, vestido com uma túnica vermelha, batia na porta e perguntava “Onko täällä kilttejä lapsia?” (“Há alguma criança bem comportada por aqui?”). Depois de entregar os presentes, Joulupukki voltava para a sua casa em Rovaniemi na Lapónia, num local onde consegue ouvir/ver tudo. 

Lapónia e HelsínquiaEm Novembro de 2017 (coincidentemente, ou não, um mês após as descobertas na Turquia), o Ministério da Educação e Cultura da Finlândia aprovou o Pai Natal para ser incluído no Inventário Nacional de Património Vivo, uma lista que é mantida pelo Conselho Nacional de Antiguidades como um parte da Convenção da UNESCO para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial. 

Lapónia e HelsínquiaMas porque é que nem os Países Baixos, nem a Coca-Cola, nem a Turquia, nem a Finlândia, reivindicam o Pai Natal como totalmente seu? A resposta é simples, porque o Pai Natal é de todos e vai muito além destas noções egoístas de pertença. Tem a ver com o nosso imaginário, tem a  ver com a criança que todos nós já fomos, de há muito tempo e muito longe, que um dia, agarrada ao coração, aguardava atrás da porta, para que algo maravilhoso acontecesse. 

Lapónia e HelsínquiaSe os restos mortais encontrados em Antalya forem mesmo de São Nicolau, isso vai dar um alento enorme à reivindicação da Turquia, no entanto, à Turquia ainda falta a neve, as renas e as auroras boreais, fortemente associadas à casa do Pai Natal. Todas elas podem ser encontradas em Rovaniemi na Finlândia. 

Lapónia e HelsínquiaAssim, preciosismos históricos/religiosos/históricos à parte, todos sabemos, ou deveríamos saber, que o verdadeiro Pai Natal, mora no Pólo Norte com sua esposa, onde passa o ano a fazer brinquedos com a ajuda dos seus incansáveis duendes e elfos. Lá, ele recebe as cartas de crianças de todo o mundo, a pedir presentes de Natal. 

Lapónia e HelsínquiaNa véspera de Natal, ele enche o seu trenó de brinquedos e voa pelo mundo, puxado por oito renas (até sei os nomes de cor: Corredora, Dançarina, Empinadora, Raposa, Cometa, Cupido, Trovão, Relâmpago, Bernardo e claro a Rudolfo), parando na casa de cada criança. 

20 (12).jpgPara entregar as prendas ele desce pela chaminé, reconfortando-se, antes de sair, de novo, pela chaminé, com o leite e as bolachas que as famílias lhe deixaram. Foi esse Pai Natal, embaixador da boa vontade e dos sonhos das crianças, que decidimos procurar há umas semanas, numa das mais bonitas/enriquecedoras viagens que já tive: a viagem à Lapónia, a viagem à casa do Pai Natal. 

Lapónia e HelsínquiaEmbalados pelo cenário encantado do livro "O Expresso Polar" de Chris Van Allsburg (o filme com o mesmo nome também está bem conseguido, ao ponto da Bia e do Gui o terem assistido sem pestanejarem ;)) decidimos que esta aventura teria de contemplar o "Santa Claus Express" da empresa ferroviária estatal finlandesa VR.  

Lapónia e HelsínquiaAntes de apanharmos esse comboio na estação de Helsínquia tínhamos que chegar à Finlândia. Já tínhamos a viagem acertada com a Lufthansa (Porto-Frankfurt-Helsínquia-Frankfurt-Porto) desde Outubro, mas a Ómicron e as restrições às viagens que surgiram na Europa no inicio de Dezembro ainda nos fizeram por em causa a realização desta viagem.  

Lapónia e HelsínquiaApós inúmeros contactos com a Aldeia do Pai Natal, com a My Helsinki (centro de turismo de Helsínquia), com o hotel onde ficaríamos hospedados, com a VR, com a Lufthansa e devido à elevada taxa de vacinação finlandesa, decidimos arriscar, em segurança.  Saímos às 6h30 do aeroporto do Porto, e contando já com os diferentes fusos horários chegamos ao aeroporto de Helsínquia pelas 17h00. 

Lapónia e HelsínquiaÀs 20h00 apanhamos na estação central de Helsínquia (a 20 minutos de metro do aeroporto) o Santa Claus Express, rumo a Rovaniemi. Podem escolher 2 tipos de cabines com cama, as que ficam no piso inferior (mais baratas) e as que ficam no piso superior, mais confortáveis.  Ficamos nas cabines-cama no andar de cima que são como quartos de hotel viajando sob carris. 

Lapónia e HelsínquiaAs cabines são apropriadas para 2 pessoas, têm duas camas (2 metros por 0.8 metros) e uma casa de banho privativa com duche (depois dos dois voos em que eu carregava 80% das malas (;)) não imaginam o bem que me soube o duche quente no comboio). As cabines possuem ainda wi-fi, amenities, toalhas, tomadas e bebidas. Há uma carruagem com bar, outra com restaurante e outra com um parque de diversões para as crianças.

Lapónia e HelsínquiaPor estarmos perto do Natal o clima por todo o comboio era imensamente festivo e alegre, transportando-nos imediatamente para a atmosfera do  livro de Chris Van Allsburg. Depois dos pequenotes terem percorrido quase todo o comboio e de termos jantado, o João Pestana acabou por chegar.

Lapónia e HelsínquiaAcordei a meio da noite e quando olhei pela janela não me apeteceu adormecer mais, o cenário era deslumbrante com aquelas árvores cobertas de neve e que só havia encontrado nos filmes. A partir de Kemi a paisagem muda muito, pois o comboio passa a acompanhar o leito do rio Kemijoki até Rovaniemi.  Chegamos à estação de Rovaniemi às 7h30.  

Lapónia e HelsínquiaSe como nós levarem muitas malas não se preocupem pois a estação possui uns cofres (custam 2 € cada um) onde podem deixar tudo o que não necessitarem para a Aldeia do Pai Natal. Todas as nossas malas couberam num desses cofres (levem já as moedas de 2 € no bolso pois à hora que o comboio chega é quase impossível trocar dinheiro).  Apanhamos imediatamente um táxi (25 €) para a Aldeia do Pai Natal numa viagem que demorou 15 minutos. 

Lapónia e HelsínquiaTínhamos pensado inicialmente entrar num café para tomarmos um chocolate quente enquanto esperávamos que a aldeia abrisse oficialmente (às 9h00),  mas este local encantando dá-nos logo a volta à cabeça com o som dos Huskies latindo e uivando ao fundo misturado com as canções de Natal ininterruptas. Imediatamente embebidos no espírito natalício percorremos, sozinhos, os recantos desta aldeia por mais de uma hora.  

Lapónia e HelsínquiaÀs nove em ponto tínhamos visita marcada com o pai Natal, com o qual havia trocado uns emails nas semanas que antecederam esta visita. Este velhinho mora no edifício central da vila. Depois de entramos e percorrermos um caminho giratório de corredores (que revela alguns dos segredos do Pai Natal), faltava apenas subir umas escadas para termos algum tempo a sós com o mais famoso barbudo do mundo (a visita à casa do Pai Natal grátis). Quanto mais nos aproximamos do Pai Natal mais os degraus vão ficando avermelhados. 

Lapónia e HelsínquiaAtrás de uma porta imponente e após conversarmos com alguns elfos ... finalmente encontramos o Pai Natal. Estava sentado na sua sala de estar, numa cadeira enorme e cumprimentou-nos com uma alegria contagiante. Correspondia a tudo o que sempre tinha imaginado. 

Lapónia e HelsínquiaFalamos sobre as crianças, falamos com as crianças, falamos de comida, falamos de vinho (sobretudo de Portos), falamos de Portugal e falamos de sonhos e da realização dos mesmos. Em nenhum momento o Pai Natal "sai da personagem", nem isso seria possível, não é verdade? Dado que ele é o original... ;) 

Lapónia e HelsínquiaOs 5 minutos de conversa souberam a pouco mas tínhamos de dar a vez a outras crianças... Na casa do Pai Natal não é permitido tirarmos fotos, um elfo faz esse serviço e toda nossa visita/conversa é gravada em vídeo.  A foto custa 30 €, por 40 € têm direito também ao vídeo. É um pouco caro, mas vão querer deixar de registar este marco?   

Lapónia e HelsínquiaDepois de um dos momentos mais altos da viagem (mais à frente já vos revelo o mais alto ;)), regressamos ao exterior para apreciarmos as belas luzes de Natal, para nos aquecermos numa das fogueiras e para brincarmos com as renas. O passeio de trenó puxado por renas, que nos leva a passear pelo bosque encantado, é verdadeiramente digno de um conto de fadas. Uma das renas ficou aflita, provavelmente tinha comido demais, e aliviou-se ali mesmo, de rabo virado para a Bia. 

Lapónia e HelsínquiaEscusado será dizer que durante uma hora a miúda não parou de se rir... ;) Esta é outra das experiências que recomendamos vivamente, os preços do passeio variam entre os 14 € e os 70 € (dependendo do percurso escolhido). Outra experiencia divertidíssima (e grátis), tem a ver com o atravessar do Círculo Polar Árctico, que naquela aldeia mais não é que passar uma linha iluminada que destaca essa linha imaginária. 

Lapónia e HelsínquiaAli, entrar e sair do Polo Norte, está, literalmente, a um passo. Ao lado dessa linha há uma webcam ao vivo para que possam acenar para os vossos amigos em casa. Gastronomicamente recomendámos o Lapland Restaurant Kotahovi. É dos mais bonitos/charmosos restaurantes em que estive, com uma acolhedora sala de jantar, uma enorme lareira ao centro e uma vista privilegiada para a Aldeia do Pai Natal. 

Lapónia e HelsínquiaNão servem bebidas alcoólicas, mas a cerveja (sem álcool) caseira é deliciosa. Experimentem a Sopa cremosa de salmão do Árctico e a tradicional Rena salteada com urze em chutney e pickle de pepino.   Às 15h35 deixamos este lugar encantado em direcção e Helsínquia, numa viagem de comboio que durou 8 horas. 

Lapónia e HelsínquiaComo estes dois dias haviam sido muito densos resolvemos "descansar" 3 dias na capital da Finlândia, aproveitando para a conhecer melhor (já lá tínhamos estado há uns anos, sem crianças, aquando dos trabalhos de pós-doutoramento da Clarisse).  Ficamos no Marriott Hotel Katajanokka, Helsinki, a Tribute Portfolio Hotel que fica apenas 15 minutos a pé do centro da cidade (não precisamos de usar transportes públicos durante a nossa estadia e devido à quantidade de malas apenas usamos um táxi, com um custo de 20 €, para nos transportar entre a estação central de Helsínquia e o hotel).  

Lapónia e Helsínquia O Hotel Katajanokka é um hotel com design requintado, conforto casual chique e serviço personalizado, cujas instalações resultam da renovação da antiga e histórica prisão de Helsínquia. A parte mais antiga do Hotel Katajanokka remonta a 1837 e a parte principal a 1888. Dentro das suas imponentes paredes de tijolos vermelhos é possível encontrar um mundo mágico de contrastes - com conforto sereno, design elegante e um toque de luxo nórdico. 

Lapónia e HelsínquiaFoi concebido para deixar o comum à porta, criando um espaço com um conjunto de regras bem diferentes das do mundo normal. Nesse mundo, os valores fundamentais são o amor, a paz, o privilégio e paradoxalmente a liberdade. Os quartos foram cuidadosamente reconstruídos a partir das originais celas, com design e decoração que não comprometem a funcionalidade e o conforto. 

Lapónia e HelsínquiaProjectado especificamente para oferecer privacidade e paz, as paredes de tijolos de um metro de espessura tornam os quartos muito silenciosos, garantindo uma boa noite de sono.  Este hotel oferece também ginásio e sauna. A sauna é uma obrigação rejuvenescedora para os fãs de um estilo de vida descontraído e combina com o hotel como o sal combina com a pimenta. 

Lapónia e HelsínquiaOs hóspedes do hotel podem desfrutar (uso privativo a qualquer momento) da sauna gratuitamente. Outra das "atracções" é o restaurante... O Linnankellari é definitivamente obrigatório para os adeptos da boa gastronomia e é liderado pele Chefe executivo Thomas Rowe. Remodelado na cantina da prisão na cave do edifício, o Linnankellari oferece o melhor do receituário nórdico, sempre com um toque de inovação.  

Lapónia e HelsínquiaRecomendamos a Sopa de salmão cremosa acompanha com  pão de malte (não sei se já perceberam mas gostamos mesmo deste tipo de sopa :P); a Língua de rena assada lentamente carbonizada com batata confitada, raízes em conserva, salada de aipo e molho de groselha preta (delicioso e provavelmente o melhor prato da viagem!!!); e o Fondant Prision Breack com  molho e sorvete de baunilha caseiros.  O pequeno-almoço é divinal!!! 

Lapónia e HelsínquiaEm Helsínquia se viajarem por altura de Natal não deixem de visitar os mercados com as suas belas cores e aromas. Provem numa das barraquinhas o Glögg: (vinho quente finlandês), uma delicia e muito apropriado para aqueles mercados.  Dêem um salto também às joias da coroa da cidade: a praça do Senado, a Catedral Lutheran (com uma cúpula verde, arquitectura neo-clássica e um interminável escadario),  e a Catedral Uspenski (a maior igreja ortodoxa da Europa Ocidental). Enquanto deambulam pela cidade parem num dos seus bares e bebam uma cerveja Karhu Lager Beer, a melhor da Finlândia ;)

Lapónia e Helsínquia  A Capela Kamppi também merece atenção uma vez que se assume como uma obra-prima arquitectónica, com uma forma única, curvada e suave, totalmente construída em madeira. Ainda nos edifícios religiosos, a ”Rock Church” (igreja de pedra subterrânea) é uma das principais atracções turísticas da capital finlandesa, com um interior moderno e um sumptuoso telhado de arame de cobre. 

Lapónia e HelsínquiaPasseiem também ao longo do Mar Báltico que por aqueles dias se encontrava congelado e deixem-se perder também pela gastronomia local. Recomendamos dois restaurantes: o Sushibar+Wine City com um sushi super fresco e saboroso, acompanhado por alguns dos melhores vinhos franceses, italianos, americanos, alemães e ... portugueses (há uma página na carta de vinhos totalmente dedicada ao nosso país); e o Story Kamppi no qual podem encontrar comida caseira tradicional, sabores autênticos e um dos melhores salmões do país.  

Lapónia e HelsínquiaQuanto a custos uma família como nós (2 adultos e 2 crianças) e se planearem as coisas atempadamente conseguem ter esta experiência por um custo total a rondar os 2000 € (400 para os voos, 400 para os comboios, 750 para as três noites no hotel e 450 para as refeições e táxis). Parece muito mas não se esqueçam que a Finlândia é um dos países mais caros da Europa. E por falar em coisas caras, o que é realmente caro é o vinho. Tem de ser importado (o local não é grande coisa) e é muito difícil encontrarem alguma coisa bebível por menos de 50 €. Tudo o resto é caro, mas aceitável...

Lapónia e HelsínquiaE assim termina a narrativa desta viagem memorável. Escusado será dizer que as crianças adoraram!!! O melhor momento de todos os que passamos foi uma dança natalícia com os pequenotes ao som as musicas de Natal, enquanto estávamos sozinhos na aldeia do Pai Natal, impagável!!! Chris Van Allsburg conta-nos no "Expresso Polar" que às vezes parece ser necessário ver para crer, mas às vezes, o que existe de mais real no mundo é aquilo que não podemos ver e nos faz dançar de alegria....

Lapónia e HelsínquiaHá uns anos, a maioria dos seus amigos ainda ouvia o guizo Natal (metáfora que simboliza o acreditar na magia desta época). Mas, com o passar dos anos, o guizo ficou em silêncio para quase todos eles. Até mesmo a Sarah, uma das que mais acreditava, numa véspera de Natal deixou de ouvir o seu som doce. Embora eu tenha envelhecido, depois desta viagem com estes três, o guizo de Natal jamais deixará de tocar para mim, como acontece com todos aqueles realmente acreditam.

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